Hoje estou meio pedrada...
Várias razões para este meu pedranço. Uma dela, é que ontem, pela dez horas da noite tive de sair para ir à farmácia mais próxima comprar uma chucha de urgência. Acreditem ou não, mas até agora já comprei entre 6 a 8 chuchas. Não sei se o mesmo se passa com vocês, mas as chuchas desaparecem, entre viagens de casa - avó, avó - casa, entre fins-de-semana fora, lá vão elas desaparecendo. Assim, a meio da viagem de ontem para casa, lá me lembrei que não tinha trazido uma das chuchas da casa da avó. Confiante, pensei, bom... lá em casa ainda deve haver uma, deve estar a cor-de-rosa. Azar, cheguei a casa, nenhuma para amostra. Nenhuma, não! havia a chucha do primeiro mês dela. Super pequenininha.
Tentei com que a Beatriz se adaptasse a ela. Queria eu, que num espaço de meia hora, a miúda se adaptasse a uma chucha, velha, que nem ela, já se lembrava de como tinha sido pequenina para ter tal tamanho de chucha.
Saí. - farmácia de serviço... bom, lá encontrei. Por azar, era uma daquelas farmácias super velhas. Só tinham chuchas da NUK. Nenhuma parecida com as dela. Acabei por comprar sempre da AVENT. E agora, nem uma havia com o formato que ela mais gostava. Agarrei numa. Fui a correr para casa, na esperança que ela se adaptasse à chucha.
- Olá Beatriz, olha o que a ma-mã comprou....
olhou para a chucha, pô-la na boca para controlo de qualidade.
o resultado pareceu óbvio, nem 2 segundos tinha passado e já a chucha jazia no chão. Insisti.
Nada. Fomos fazer ó-ó... sacrifiquei-a. Não queria dormir, não queria a chucha. Chorava... pensei... caramba, umas vezes adormecesses sem a chucha, porque precisas dela neste momento. Choramingava. O choro começou a aumentar, a pontos de utilizar a estratégia dela, começa por tossir, engasga-se, e acaba por vomitar. Tudo vomitado. Muda lençóis. Foi boneca... pijama. Depois de tudo mudado, fomos fazer ó-ó. Agora mais calma, pensava eu que era desta que ela dormia.
Nada! o mesmo filme... chorou, toussiu e vomitou. Desta vez, tive cuidado. Fiz apontaria para o tapete do quarto, pelo menos não era preciso mudar os lençõis. Vencida, ou melhor vencidos... lá decidimos sair para ir a outra farmácia de serviço. Saímos à meia-noite, voltámos quase uma. título do filme: à procura da chucha...
Àquela hora, era impossível pensar em ir à casa dos meus pais buscar a chucha dela. Que vergonha... logo eu, esquecer-me da chucha da minha filha. Não... tenho de encontrar uma chucha que lhe sirva. Depois de andarmos 8 km, lá consegui uma farmácia de serviço. Só tinha chuchas da CHICCO. Lá trouxe uma, o mais parecido com a dela. MAs não igual.
Excusado será dizer, que a Beatriz, enquanto estava no carro, tudo parecia normal. dormia um sono profundo. De vez em quando tossia. Uma tosse, que fazia com que eu e o pai, olhássemos para os dois, e dissessemos: cheira-me a constipação.
Fomos para casa, mais calmos. Mas, ao mesmo tempo, ansiosos. A noite mal começava, e advinhava-se longa.
E assim foi.
A Beatriz dormiu comigo. O pai no outro quarto, do tipo de quarentena, para ver se não pegava a constipação à Beatriz. As vezes que acordámos durante a noite foram muitas. Tossia, deitava a chucha fora, chorava, sabia que a chucha não era a dela, dava-lhe colinho para consolá-la. Ouvia a respiração forte de quem não estava a respirar bem, e pensei... lá vai ela ficar outra vez doente... a noite foi longa. Eram 3 da manhã, e eu já pedia que fossem 7...
Hoje de manhã, lá ficou ela em casa da avó. O nariz está a pingar, portanto, trata-se duma constipação. O meu tb está. Ficámos as duas constipadas. Não é só o resultado de quem anda, em manga curta, à meia-noite à procura duma chucha pelas farmácias de serviço. È o resultado da gripe do pai, que chega agora a nós, logo às duas.
Moral da história:
a culpa é das farmácias que não vendem chuchas da AVENT.